quarta-feira, 6 de julho de 2011

O show do Paul!

"Mas Carol, é julho! De que adianta você falar agora de um show que aconteceu em maio?"

Ah, mas tenho minha arma secreta da memória: meu diário! Com minha doce e irregular letrinha, nele registrei as sensações que tive após o dia mais bonito da minha vida. Acho que um momento tão especial não poderia deixar de ficar marcado também aqui, e com a emoção do momento. Nunca compartilhei tanto do meu diário em local público, logo...ah, saibam que isto é especial.

Então, com pequenas modificações, apresento a vocês a Carol-pós-show-do-Paul-lifestyle. Pareço ter 10 anos, dois neurônios e 10.0000 hormônios, mas tá valendo.


Terça-feira, 24 de maio de 2011

ONTEM, FUI AO SHOW DO PAUL MCCARTNEY! DO MEU AMOR! DA LUZ DA MINHA VIDA! PAUL, EU TE AMO MUITO! Estou quase chorando ao escrever isto. Eu deveria ter escrito sobre isto antes, mas ando com cada vez mais preguiça de escrever.

Eu e Klô chegamos na fila às 10:00, sendo que o show começaria às 21:30. Achamos que haveria um monte de gente na fila, mas só havia seis pessoas na nossa frente! Passamos o dia todo lá conversando com as seis meninas da frente. Ficamos mais próximas das duas irmãs que moram em Fortaleza, uma se chama Camila e nem sei o nome da outra. Elas são muito inteligentes, simpáticas e gentis. Fiquei feliz em conhecer gente assim.

Lindo foi ter passado o dia todo conversando sobre Beatles com pessoas que também sentem o coração disparar ao ouvirem as músicas deles. Discutimos sobre a Yoko, o fim da banda, as diferenças entre as duas fases, os melhores discos músicas de que gostamos ou não. É incrível demais cantar You Can't Do That com pessoas que não só conhecem a música, mas sabem cantar cada improviso do John.

Depois de sete horas e meia, os portões foram abertos e entramos no Engenhão às 17:30 para esperar o momento mais lindo das nossas vidas. O show começa com um vídeo longo que mostra imagens de todos os momentos da carreira do Paul — dos Beatles antes do sucesso até depois dos Wings, sendo sempre aquele lindo. Aí, ele chegou. A minha vida, minha luz, o meu amor chegou (nota: é notável o número de pessoas que chamo de "minha vida"). LINDO. Terno preto, aquele sorriso tranquilo, a voz angelical. Olhei para ele ali, tão perto de mim, e sentia como se estivesse recebendo uma bênção. Gritava mais do que jamais havia gritado. Dizia que o amava, que ele era lindo...tudo o que eu conseguisse verbalizar daqueles pensamentos e sentimentos loucos em mim. Imaginei tudo, menos que o meu amor fosse começar o show com Magical Mystery Tour! Gritei e pulei até perder as forças, cantando até a rouquidão! A primeira música passou voaaaaaaando.

Foi muito legal cantar Jet, porque é uma música que faz as pessoas pularem. Maaas saí mesmo de mim com Band On The Run e Mrs. Vandebilt. AMO essas músicas e era louca para ouvi-las ao vivo, especialmente Band, que soa como três músicas em uma. Mrs. Vandebilt, acho o máximo, sei lá porque, Uma vez procurei vídeos dela no Youtube, encontrando um ao vivo. Alguém havia comentado que era raro o Paul tocá-la, o que me deixou desde então com esta vontade de vê-la ao vivo. MÁGICO. O "ho, hey ho!" perfeito, tudo lindo.

Chorei em Hey Jude e foi engraçado: enquanto olhava para o Paul sentado ao piano a tocá-la, em minha mente começaram a se misturar as imagens do próprio clipe da música, que é engraçado (principalmente quando entra aquele bando de gente) e que  amo (o Paul está lindo nele). Percebi que era como se estivesse perto de tudo aquilo que só via em vídeo, daí foram mais lágrimas. Aliás, lágrimas eram minha segunda reação favorita no show. Só perdiam para os gritos.

Me animei muito em Day Tripper, mas estou achando que meu momento favorito foi quando o Paul perguntou se queríamos mais rock, respondemos que sim, começou a guitarrinha e...AAAAAAAH, HELTER SKELTER! MEU DEUS, HELTER SKELTER!  Cantei tão alto que estava prestes a explodir. A banda do Paul é absurdamente sensacional, TODA ela arrasa muito. O baterista estava felizão, devia estar se divertindo no Rio.

Quando tudo acabou desabei mais uma vez. Não sei bem se acredito em Deus, mas era a Ele que ficava agradecendo sem parar, com o rosto entre as mãos e a tal da alma elevada. "Obrigada, meu Deus, obrigada, meu Deus, obrigada, meu Deus!". Fiquei pensando que eu tinha de estar ali, que era para mim, que era incrível poder viver sentindo aquela sensação de desligamento do corpo que eu estava experimentando. Voltei cantando, tomei banho cantando, deitei cantando. Só senti realmente o peso do cansaço na aula do Cabral.

Sinto-me tão feliz que nem a gracinha da minha orientanda ter faltado de novo e me deixado aqui esperando DE NOVO vai me desanimar. Agora vou dormir, já que minha conscência finalmente se deu conta de que meu corpo não é movido a Paul McCartney, e preciso finalmente descansar. Sendo assim, até a próxima! 

3 comentários:

*Klopper, Priscila* disse...

Preciso fazer um desse também. Nem escrevi depois do show.
(Y)
Me citou uma vez ú.ù~. E eu que pensei que tínhamos ido juntas .-.
*depre*

Paul, te amo.

Carol disse...

Nããão seja injusta, afinal, isto veio do meu diário e a regra lá é I Me Mine!

Paul, te amo. [2]

*Klopper, Priscila* disse...

ok, ok.
Sei que me ama e eu sei que nos divertimos pra caramba lá.

Você sabe que eu sei que você sabe que eu sou muito "não me esqueça nunca" e você é sempre "I me mine" mas nos damos bem.
Nunca entendi auehaueh mas que bom que é assim (Y)

Te amo aê \o

Paul, te amo [3]
;D