domingo, 4 de dezembro de 2011

A exaustão do fim

Chegou aquela fase do ano em que ou entro em férias logo ou me tranco no meu quarto e me recuso a ir para a faculdade. É muita exaustão.

Tenho muito medo quando chega este momento devido aos efeitos que pode causar nos meus amigos. Eu os aprecio muito e nesta hora não consigo oferecer nenhum apoio a eles, seja este emocional ou mais concreto. Minha cabeça dói quando começam a me contar qualquer história e toda vez que me dizem o que devo fazer em algum trabalho, fico com vontade de arrancar cabeças. Esta última parte é a pior, porque sei que em trabalhos as outras pessoas estão dependendo de mim e vem um dos piores sentimentos da face da Terra: a culpa, esta maldita. O que é que vou dizer para eles? "Não posso fazer tanto quanto vocês porque estou em estado de exaustão de fim de ano"? Claro que não, porque sei que eles também estão sofrendo. E sei bem! As olheiras deles estão mais profundas, seus ombros mais caídos, seus assuntos mais perdidos, estão mais irritados. Todos estão passando pela onda de cansaço, jamais terei a cara-de-pau de dizer que a minha chega um pouco antes. Mas é horrível não querer sair da sua cama e passar o dia pensando no momento em que voltará para casa.

Essas são as dores de crescer. Você não pode mais simplesmente chorar, correr pro colo da sua mãe e dizer que não quer mais. Está cansadinha? Bem, todos estamos. Esta é a vida, a diferença é que você não sabia disto. Acostume-se com a exaustão, bonitinha. Welcome to capitalism.

5 comentários:

Carlinha disse...

E uma notícia ruim: Só piora ao longo dos anos.

Sorte carolzita!!! E muita vitamina C

Carol disse...

Vou providenciar um estoque, Carlinha!

Nina disse...

Nao é fácil mesmo nao, Carolzinha. Lembro tbm dos fins dos períodos na faculdade, estávamos todos exaustos mesmo, era uma correria louca pra entregar todos os trabalhos e fazer as provas, nossa, loucura mesmo, ainda bem que tinha as ferias...

queria te agradecer mt mt mt mt pelas lindas palavras que tu escreveu pra mim no facebook, sobre a situacao em que sentia raiva e nao sabia controlar. Foi mt bom, mt bom mesmo, ler o fato que vc contou da tua tia. Estava esperando um momento pra te agradecer direitinho, mas aí foi qd mudamos de casa e ficamos mais de um mes sem internet, e só hj consigo te escrever que adorei e sou mt grata por aquela tua mensagem, viu minha querida?!

uma outra coisa, a gente te respondeu aquela tua cartinha, vc recebeu?

Isa disse...

Que linda.

Eu ainda corro pro colo da mamãe. Mas ela aos poucos vai me expulsando.

Carol disse...

Nina, fiquei até aliviada quando li isso. Depois que te enviei aquela mensagem, fiquei me perguntando se não estaria sendo invasiva demais. Só que eu tinha que mandar! Fico feliz por ter sido importante pra você.

Poxa, não recebi nada! Está certo que me mudei outra vez (é, eu sei), mas o último endereço de carta que mandei pra vocês é o da minha tia, então algo deveria ter chegado lá. Ela nunca me disse nada!

Isa, a minha oscila entre me expulsar e quase implorar pra eu ir. E, diferentemente do que eu imaginava que fosse acontecer, agora eu que não quero ir. Tô curtindo o meu próprio colo, meu abraço, meu ombro amigo.